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São apenas as sinceras palavras que um dia
seriam perdidas no vento.
Nada se tem de beleza, de arte, de vida;
são os cânticos de um poeta infeliz que
sonhou e que abdicou de alcançar todos os
sonhos apenas por amar demais.
Mas é certo que nem todos os sonhos são reais...
os anjos não desertam do céu.


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Embora ( FernandoOS )



Basta apenas o exato instante
Em que piscam os olhos teus
Para de lágrimas de saudade
Se enxerem os olhos meus.

E quando ouço alguém dizer
Que o homem é forte e não chora,
Eu não entendo! Pois para mim,
Basta você ir embora.






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Minha poesia da vida ( FernandoOS )



Eu venho lentamente
Perdendo o poder da fala
As palavras já não me tocam
Como tocavam o coração

Sinto que o tempo vem
Me desfigurando aos poucos
Num grito silencioso
Que não se cala, não se modifica.

A minha vida caminha
Confundindo os significados
De um tal modo que
Já não sei por onde ir

Ando de pouco em pouco
Apreensivo ao que me passa
Anotando cada pedaço de chão
Na minha poesia da vida

E eu já não sei o que amo
Nem a quem eu amo
Mas como que por castigo
O amor continua comigo.






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Degredo ( FernandoOS )



Observando a lua brilhar
Em minha calada sonolenta
Silenciosamente tremula
Minha imagem macilenta

Em meus olhos entreabertos
Eu vejo a fraca claridade
E suavemente toca-me
Tua brandura e interinidade

Não escuto a musica que toca
Ao longe nas harpas do céu
E nem meu próprio canto
Inundado de pranto e fel

Eu ouço apenas o triste toque
Que o pobre coração entoa
Um toque lânguido e sem ritmo
Que em todo o peito ecoa

Fraco por demais se tornou
Esse vitalício palpitar
Agora tomado por total
Pelo lânguido sentir e poetar

Morrendo estou eu na solidão
Sem ninguém e nenhum consolo
Venha me assistir a última lágrima
Donzela, quero morrer no teu colo.






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Longe do céu ( FernandoOS )



Eu ando de passos molhados pela rua
Sem saber se destino me espera
Na eterna busca da alma tua
Sob as lágrimas do meu céu de quimera

Não sei o que procuro
Pois nem mesmo conheço a ti
Nesse triste caminho obscuro
Longe das luzes que há tempos eu vi

Nesse pseudoparaíso tão estranho
Já não sei o que me é ruim ou bom
Sem o cheiro e do teu brilho castanho
Que embalava nos meus sonhos o tom

Agora não mais escuto a lira
E nem mais penso em tanto amor
Mas sem você a noite nunca vira
Alimentando esta insônia, solidão e dor.






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Nobreza ( FernandoOS )



As nuvens fecham o céu,
Formam sinistra escuridão...
O mundo me olha sem saber
Quão escuro é meu coração.

Escrevo as coisas que passam
Nessa minha cabeça endoidecida,
Dos amore, dos desamores...
Dos sonhos desta triste vida.







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No Silêncio ( FernandoOS )



No silêncio eu aprendi a ver
Coisas a sucumbir gritantes
De pequenos nadas a reais gigantes
Que mudaram meu jeito de crer

Eu cheguei a ver o amor
Sem mais forças para gritar
Por não saber mais quem amar
E sucumbir desfalecendo em dor

No mesmo silêncio aprendi a falar
Cultivei dos meus erros toda riqueza
Pois fui aprisionado em tua beleza
Quando fui desprevinido pego a chorar

Foi o teu olhar... Cativou-me forte,
Enganou-me a razão incauta
Que apegada por sentir tua falta
Da paixão assumiut o porte

E o dia teve de ir embora
E quando temos de separar nossos corpos
Sozinho, me apego aos copos,
E aprecio o silêncio aqui fora...







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Adeus ( FernandoOS )



Quando se secar a ultima lágrima
Que foi derramada dos olhos meus
Eu já estarei tão longe daqui
Tão longe, dos olhos teus...

E se uma brisa de esperança
Tocar-lhe suave na face nua
Não celebres nenhuma alegria
Não mais voltarei a boca tua

É que do tempo que se despede
De nada adianta correr atrás
Assim como eu que vou
E não volto nunca mais

Assim, como o coração que batia,
Como as noites lindas de estrelas,
Como as doces palavras ao vento,
Como as folhas, as águas, o perfume...

Na distância se perdeu meu sorriso
E na lembrança se apagará minha voz
Mas no livro dos céus está escrito
Toda a vida e todo o amor: somos nós.





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Meu universo ( FernandoOS )



Quem me dera se eu pudesse
Criar palavras para descrever seus olhos
Ai, quem me dera...
Teu olhar todo dia a me deixar feliz.

Se eu pudesse recriar em palavras
A poesia que eu leio no teu cheiro
Ou se eu pudesse transcrever a sua voz
(Música que me faz tão bem)

Sim, eu seria poeta...
Se eu pudesse descrever-te em palavras,
Se tua beleza não fosse tão complexa
Como a luz do sol ou como um lírio...

Eu seria poeta se eu pudesse
Escrever cada detalhe que te faz...
Cada movimento que te define...
Cada pedacinho seu, que compõe meu universo.

Mas eu não sou poeta.
Eu sou só alguém tentando entender...
Procurando decifrar-te (quem dera).
Meu destino é viver a tua espera.






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Aqui ( FernandoOS )



Estou chorando palavras de amores
Que não me pertencem mais
Tentando me libertar da vida
Que não me deixou ser livre jamais.

Eu sinto muito por mim mesmo
De já não estar tão apaixonado
Sinto por não ver agora um só olhar
Por um só coração estar aprisionado.

Na verdade, desconfio ter desaprendido,
As razões e inspirações de amar...
Por não se ter o que dizer
E não se ter mais motivos pra chorar.

Mas mesmo assim ainda choro.
Se não por amor, por solidão...
Sem ter motivos, ou não aceitar
Os motivos do coração.

No final das contas
Entre esse mar de duvidas e dores
Encontro a única certeza:
Que eu já morri, morri de amores...





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Nossos tempos ( FernandoOS )



Ah, que saudade dos tempos
Dos quais eu nunca vivi
Que saudade...Dos nossos tempos,
Tempos que eu nunca conheci

E me fazem tanta falta
Os seus olhos, sua voz...
E da vida que não vivemos
Mas que pertence a nós

Eu posso esquecer o tempo
Mas não posso te esquecer
E mesmo que eu invente tanta vida
Preciso da tua para viver

E são esses os meus sonhos
Delírios de um louco apaixonado
Se sou poeta, não importa...
Só me importa estar ao teu lado.





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Trilha sonora ( FernandoOS )



Eu preciso de musica
Para assistir a vida.
Vida como cinema...
Com trilha sonora.

Eu preciso de musica
Para quebrar o meu silêncio.
Pra trazer à flor da pele
A sensibilidade de ver a vida.

E a vida tem eternas
Possibilidades de ser vista.
Eternos são os meios:
E eterna a poesia!





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