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Basta apenas o exato instante Em que piscam os olhos teus Para de lágrimas de saudade Se enxerem os olhos meus. E quando ouço alguém dizer Que o homem é forte e não chora, Eu não entendo! Pois para mim, Basta você ir embora. ¤
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Eu venho lentamente Perdendo o poder da fala As palavras já não me tocam Como tocavam o coração Sinto que o tempo vem Me desfigurando aos poucos Num grito silencioso Que não se cala, não se modifica. A minha vida caminha Confundindo os significados De um tal modo que Já não sei por onde ir Ando de pouco em pouco Apreensivo ao que me passa Anotando cada pedaço de chão Na minha poesia da vida E eu já não sei o que amo Nem a quem eu amo Mas como que por castigo O amor continua comigo. ¤
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Observando a lua brilhar Em minha calada sonolenta Silenciosamente tremula Minha imagem macilenta Em meus olhos entreabertos Eu vejo a fraca claridade E suavemente toca-me Tua brandura e interinidade Não escuto a musica que toca Ao longe nas harpas do céu E nem meu próprio canto Inundado de pranto e fel Eu ouço apenas o triste toque Que o pobre coração entoa Um toque lânguido e sem ritmo Que em todo o peito ecoa Fraco por demais se tornou Esse vitalício palpitar Agora tomado por total Pelo lânguido sentir e poetar Morrendo estou eu na solidão Sem ninguém e nenhum consolo Venha me assistir a última lágrima Donzela, quero morrer no teu colo. ¤
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Eu ando de passos molhados pela rua Sem saber se destino me espera Na eterna busca da alma tua Sob as lágrimas do meu céu de quimera Não sei o que procuro Pois nem mesmo conheço a ti Nesse triste caminho obscuro Longe das luzes que há tempos eu vi Nesse pseudoparaíso tão estranho Já não sei o que me é ruim ou bom Sem o cheiro e do teu brilho castanho Que embalava nos meus sonhos o tom Agora não mais escuto a lira E nem mais penso em tanto amor Mas sem você a noite nunca vira Alimentando esta insônia, solidão e dor. ¤
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As nuvens fecham o céu, Formam sinistra escuridão... O mundo me olha sem saber Quão escuro é meu coração. Escrevo as coisas que passam Nessa minha cabeça endoidecida, Dos amore, dos desamores... Dos sonhos desta triste vida. ¤
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No silêncio eu aprendi a ver Coisas a sucumbir gritantes De pequenos nadas a reais gigantes Que mudaram meu jeito de crer Eu cheguei a ver o amor Sem mais forças para gritar Por não saber mais quem amar E sucumbir desfalecendo em dor No mesmo silêncio aprendi a falar Cultivei dos meus erros toda riqueza Pois fui aprisionado em tua beleza Quando fui desprevinido pego a chorar Foi o teu olhar... Cativou-me forte, Enganou-me a razão incauta Que apegada por sentir tua falta Da paixão assumiut o porte E o dia teve de ir embora E quando temos de separar nossos corpos Sozinho, me apego aos copos, E aprecio o silêncio aqui fora... ¤
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Quando se secar a ultima lágrima Que foi derramada dos olhos meus Eu já estarei tão longe daqui Tão longe, dos olhos teus... E se uma brisa de esperança Tocar-lhe suave na face nua Não celebres nenhuma alegria Não mais voltarei a boca tua É que do tempo que se despede De nada adianta correr atrás Assim como eu que vou E não volto nunca mais Assim, como o coração que batia, Como as noites lindas de estrelas, Como as doces palavras ao vento, Como as folhas, as águas, o perfume... Na distância se perdeu meu sorriso E na lembrança se apagará minha voz Mas no livro dos céus está escrito Toda a vida e todo o amor: somos nós. ¤
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Quem me dera se eu pudesse Criar palavras para descrever seus olhos Ai, quem me dera... Teu olhar todo dia a me deixar feliz. Se eu pudesse recriar em palavras A poesia que eu leio no teu cheiro Ou se eu pudesse transcrever a sua voz (Música que me faz tão bem) Sim, eu seria poeta... Se eu pudesse descrever-te em palavras, Se tua beleza não fosse tão complexa Como a luz do sol ou como um lírio... Eu seria poeta se eu pudesse Escrever cada detalhe que te faz... Cada movimento que te define... Cada pedacinho seu, que compõe meu universo. Mas eu não sou poeta. Eu sou só alguém tentando entender... Procurando decifrar-te (quem dera). Meu destino é viver a tua espera. ¤
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Estou chorando palavras de amores Que não me pertencem mais Tentando me libertar da vida Que não me deixou ser livre jamais. Eu sinto muito por mim mesmo De já não estar tão apaixonado Sinto por não ver agora um só olhar Por um só coração estar aprisionado. Na verdade, desconfio ter desaprendido, As razões e inspirações de amar... Por não se ter o que dizer E não se ter mais motivos pra chorar. Mas mesmo assim ainda choro. Se não por amor, por solidão... Sem ter motivos, ou não aceitar Os motivos do coração. No final das contas Entre esse mar de duvidas e dores Encontro a única certeza: Que eu já morri, morri de amores... ¤
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Ah, que saudade dos tempos Dos quais eu nunca vivi Que saudade...Dos nossos tempos, Tempos que eu nunca conheci E me fazem tanta falta Os seus olhos, sua voz... E da vida que não vivemos Mas que pertence a nós Eu posso esquecer o tempo Mas não posso te esquecer E mesmo que eu invente tanta vida Preciso da tua para viver E são esses os meus sonhos Delírios de um louco apaixonado Se sou poeta, não importa... Só me importa estar ao teu lado. ¤
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Eu preciso de musica Para assistir a vida. Vida como cinema... Com trilha sonora. Eu preciso de musica Para quebrar o meu silêncio. Pra trazer à flor da pele A sensibilidade de ver a vida. E a vida tem eternas Possibilidades de ser vista. Eternos são os meios: E eterna a poesia! ¤
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